O que é aprendizagem

Toda aprendizagem se inicia como um processo de mudança do ser humano e termina como uma resposta ou resultado da ação sobre o mundo exterior. Quando não há estímulo, disposição ou motivação para o indivíduo, não há aprendizagem satisfatória e nem resposta aos acontecimentos políticos, sociais e culturais. Não há algo de útil e significativo para a sua vida pessoal, educacional e profissional. O aprendizado é somado à experiência acumulada e vivida no seio da família e da sociedade. A personalidade e a maturidade são desenvolvidas ao longo do tempo tendo como referencial o meio socioeconômico e cultural. Se professores, pais, alunos, técnicos, especialistas, e outros profissionais do sistema educacional não compartilharem os desejos, de uma sociedade igualitária nunca terão a oportunidade de vivenciar experiências importantes como a troca de idéias que serão relevantes para o processo ensino-aprendizagem e conseqüentemente para o nosso público-alvo: Os adolescentes. Nesse contexto, a avaliação da aprendizagem não deve contemplar apenas provas escritas sobre o conteúdo ministrado pelo professor, deve conter, sobretudo, questões que apontem e despertem a curiosidade, o raciocínio lógico, a interpretação, a escrita, a lingüística, a motivação e a pesquisa de campo que de certa forma possa incentivar as crianças e os jovens a estudarem. Segundo McCONNELL, “Aprendizagem é a progressiva mudança do comportamento que está ligada, de um lado, a sucessivas apresentações de uma situação e, de outro, a repetidos esforços dos indivíduos para enfrentá-la de maneira eficiente”. Já para GAGNÉ, “A aprendizagem é uma modificação na disposição ou na capacidade do homem, modificação essa que pode ser anulada e que não pode ser simplesmente atribuída ao processo de crescimento”. "Normalmente, consideram-se como aprendidas as mudanças de comportamento relativamente permanentes, que não podem ser atribuídas à maturação, lesões ou alterações fisiológicas do organismo, mas que resultam da experiência." (SAWREY e TELFORD.) Das definições de aprendizagem apresentadas pode-se extrair duas conclusões principais: Aprendizagem é mudança no potencial de comportamento, isto é, quando repetimos comportamentos já realizados anteriormente, não estamos aprendendo. Só há aprendizagem na medida em que houver uma mudança no comportamento. Vejamos alguns exemplos. O aluno não sabia somar, agora sabe: aprendeu. A criança não sabia dizer “papai”, agora sabe: aprendeu. A aprendizagem é mudança de comportamento resultante da experiência. Quase todos os comportamentos são aprendidos, mas não todos, há os que resultam da maturação ou do crescimento de organismo e, portanto, não constituem aprendizagem, por exemplo: respiração, digestão e salivação. Na realização do processo de aprendizagem três elementos principais são indispensáveis: 1º- A situação estimuladora (fatores externos); 2º- A pessoa que aprende (indivíduo); 3º-A resposta (Ação). Ter medo de cobra, dançar, decorar uma poesia, distinguir o português do inglês, saber o significado de autonomia e aceitar as diferenças sociais sem transtornos psíquicos são diferentes formas de aprendizagem e exigem condições diferentes para ocorrer. De acordo com MOULY (op. cit., p.218-21), o processo de aprendizagem compreende sete etapas: 1. MOTIVAÇÃO: Sem motivação, não há aprendizagem. Não adianta insistir, por mais que o professor se esforce para ensinar matemática de mil maneiras diferentes e interessantes, se o aluno não estiver motivado, ele não vai aprender. Recompensas e punições também não resolvem, se o aluno não quiser aprender. 2. OBJETIVO: Qualquer pessoa motivada orienta seu comportamento para os objetivos que possam satisfazer suas necessidades. É sempre intencional, isto é, orientado para um objetivo que satisfaça alguma necessidade pessoal. 3. PRONTIDÃO OU PREPARAÇÃO: De nada adianta o indivíduo estar motivado, ter um objetivo na vida, se não for capaz de atingir esse objetivo para satisfazer sua necessidade. Por exemplo, não adianta ensinar a criança a andar, antes que suas pernas estejam “prontas”, ou seja, desenvolvidas o suficiente para andar. 4. OBSTÁCULO: Se não houvesse obstáculos, barreiras, não haveria necessidade de aprendizagem, pois bastaria o indivíduo repetir comportamentos anteriores. Quando alguém tem sede, vai à torneira. 5. RESPOSTAS: O indivíduo vai agir de acordo com sua interpretação da situação, procurando a melhor maneira de vencer o obstáculo. A criança tentará dividir o tempo entre estudar e jogar bola, o aluno procurará uma maneira de conseguir o material 6. REFORÇO: Quando a pessoa tenta superar o obstáculo até conseguir, a resposta que leva à satisfação da necessidade é reforçada e, futuramente, em situações semelhantes, tende a ser repetida. Exemplo: Se deu certo, a criança poderá voltar a dividir o tempo entre estudar e jogar bola. 7. GENERALIZAÇÃO: Consiste em integrar a resposta correta ao repertório de conhecimentos. A nova aprendizagem passa a fazer parte do indivíduo e vai ser utilizada sempre que for preciso. Robert Gagné, no Livro Como se realiza a aprendizagem? (Rio de Janeiro, livros Técnicos e Científicos, 1974), analisa oito tipos de aprendizagem. Mas agora, veremos apenas duas delas. A que se refere ao condicionamento clássico (aprendizagem de sinais): Ter simpatias, desejos, preferências, medo de altura e outros comportamentos involuntários (que não dependem de nossa vontade), pode ser resultados de aprendizagem de sinais produzidos por condicionamento respondente (refere-se à aprendizagem de comportamentos involuntários a estímulos externos). Condicionamento operante: (estímulo – resposta - reforço). A aprendizagem consiste em associar uma resposta a um determinado estímulo; O aluno levanta quando o professor manda, sendo reforçada mais facilmente quando o aluno que obedece ao professor recebe uma nota mais alta. (psicologia educacional. 9ª edição/editora ática, 1991. autor: Nélson Piletti). Da TEORIA COGNITIVA, algumas considerações importantes devem ser levadas em conta, primeiro, as que se referem ao ensino próximo da realidade do aluno e por último, as que dizem respeito à linguagem utilizada pelo professor na sala de aula. "Se a escola quer preparar seus alunos para a vida democrática, para a participação social, deve praticar a democracia dentro dela, dando preferência à aprendizagem por descoberta." (John Dewey) Ps. Considerações ao colega José Gois. Neuma Lima Referencias Psicologia Educacional 9ª Edição. Editora Ática, 1991 Autor: Nélson Piletti Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem na Adolescência - 2009 Solar – aula 03 tópico 01- “O que é Aprendizagem”

2 comentários:

Psicologia do Desenvolvimento disse...

Parabéns,colega Neuma,pelo ótimo trabalho de reformulação do texto sobre APRENDIZAGEM para apresentação do blog de nossa equipe(EQUIPE Nº 02)e link do endereço da URL do blog para comentários dos colegas de turma.Bom carnaval.Prof.Freitas.

Rosana Marques disse...

muito interessante, este texto faz parte de um livro? Gostaria de mais informações, pois estou a procura de livros que falem sobre a aprendizagem na adolescência. Rosana
email rosamo5@ig.com.br

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